19/07/2017

Mais livros recomendados


Tenho o prazer de anunciar aos leitores do blogue, que acrescentei na coluna da esquerda mais quatro obras de leitura. São elas:

Cartas de um Português aos seus Concidadãos de José Acúrsio das Neves.
Defesa de Portugal do Padre Alvito Buela Pereira de Miranda.
O Mastigóforo de Frei Fortunato de São Boaventura.
Refutação dos Princípios Metafísicos e Morais dos Pedreiros Livres Iluminados do Padre José Agostinho de Macedo.

Estas obras são de grande valor, indispensáveis a qualquer patriota e tradicionalista autêntico. Os seus autores, não foram meros escritores de realidades passadas, foram sim testemunhos dos avanços liberais contra os quais lutaram e de quem foram vítimas. Eles, melhor do que ninguém, conheceram e combateram a infiltração maçónico-liberal, dando-nos assim todas as munições necessárias contras os erros modernos, incluindo os que hoje se fazem passar por tradicionalistas. Por isso, aproveitem.

16/07/2017

Liberdade


"Porque o homem livre é aquele a quem tudo acontece como ele deseja", diz-me um louco, "quero também que tudo me aconteça como me agrada". Ah, meu amigo! A loucura e a liberdade não se encontram nunca juntas. A liberdade é uma coisa não somente muito bela, mas muito racional, e não há nada mais absurdo e menos razoável que desejar temerariamente, e querer que as coisas aconteçam como nós as havíamos pensado. Quando tenho de escrever o nome de Díon, é preciso que o escreva não como quero, mas como é, sem lhe mudar uma única letra. Passa-se o mesmo em todas as artes e em todas as ciências! E tu... queres que na liberdade reine o capricho e a fantasia! Não, meu amigo: a liberdade consiste em querer que as coisas aconteçam não como te agrada, mas como elas na verdade são.

Epicteto, filósofo grego (55 – 135 d.C.)

15/07/2017

Um rebanho... de ovelhas negras


No Ocidente, sem censura, as correntes de pensamento e ideias politicamente correctas são cuidadosamente separadas daquelas que não o são; nada é proibido, mas o que não é politicamente correcto dificilmente encontrará forma de se expressar nos jornais, livros ou nas faculdades. Por lei os vossos investigadores são livres, mas na realidade estão condicionados pelo que está na moda. Não há uma violência aberta como no Leste, contudo, uma selecção ditada pelo que é politicamente correcto e a necessidade de corresponder a critérios de massa impede frequentemente as pessoas intelectualmente livres de darem a sua contribuição à vida pública. Há uma tendência perigosa para formar um rebanho...

Aleksandr Solzhenitsyn in «O Declínio da Coragem», 1978.

§

10/07/2017

A virtude do Patriotismo


Mas os nossos primeiros antepassados são pai e mãe. Não é pois fora de propósito dizer que o patriotismo começa pela reverência dos pais, esses elos vivos, esses nós entre dois mundos. A etimologia nem sempre é argumento; mas aqui, neste problema que hoje nos ocupa, a etimologia vale por definição. Pátria deriva de pai. Patriotismo deriva de uma lei natural que foi elevada à dignidade de mandamento divino: honrar pai e mãe [e outros legítimos superiores]. Patriotismo é pois a virtude da longa continuação e da grande fidelidade.

(...)

Sendo o patriotismo uma virtude moral anexa da justiça e inscrita na esfera do Quarto Mandamento, é óbvio, para os católicos, que não pode haver vida cristã perfeita onde faltar essa forma de piedade. Daí se segue que um católico não pode desinteressar-se do seu país, da sua história e dos seus destinos, sem trair um preceito.

Gustavo Corção, adaptado de «Patriotismo e Nacionalismo».

07/07/2017

A falácia do envenenamento do poço


Na sequência da falácia do espantalho parece útil apresentar outras; quem sabe uma pequena colecção delas. Estas falácias são muito usadas, mas pouco conhecidas como tal.

A "falácia do envenenamento do poço" é o errado recurso retórico que consiste na comunicação adversa (ou condicionante) a respeito de pessoa-alvo (declarada ou encoberta), de forma a descredibilizar ou ridicularizar a(s) intervenção(ões) que esta pessoa-alvo venha a fazer. Assim, por meio de falácias, e perante o público, coloca-se a pessoa-alvo limitada na sua apresentação, ou mesmo impossibilitada de intervir. É uma variante do argumento ad hominem.

Esquema:
– Pessoa A comunica ao público mentiras ou verdades prejudiciais a Pessoa B (ou a pessoa incógnita).
– Pessoa B ao falar ao público é identificada como a pessoa incógnita, ou mesmo como a Pessoa B.
– Pessoa B fica vista com descrédito, e qualquer afirmação que faça será apenas vista no quadro de descredibilidade que lhe tinha sido previamente preparado por Pessoa A.

Quem usa este tipo de falácia espera que a informação prejudicial contamine os ouvintes, de modo que, quanto mais a pessoa-alvo afirme, mais se agrava. Como sabemos, a mera apresentação de informações negativas sobre alguém (mesmo que sejam verídicas) não têm poder para tornar uma declaração falsa, nem um testemunho inválido. Qualquer declaração ou testemunho tem o seu valor objectivo, que não depende da pessoa que pronuncia.

04/07/2017

Rainha Santa Isabel


Filha de D. Pedro III de Aragão, Sta. Isabel de Portugal herdara o nome e as virtudes da sua tia-avó Sta. Isabel da Hungria. Casada com o rei D. Dinis de Portugal, a vida conjugal proporcionou-lhe uma série de provas que suportou com heroísmo. Por mais de uma vez se empenhou em reconciliar seus filhos com o pai. Tendo enviuvado, tomou o hábito da ordem terceira de S. Francisco, e revelou inexcedível caridade para com os pobres. Morreu a 4 de Julho de 1336; o seu corpo conserva-se incorrupto no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra.

Adaptado de «Missal Romano Quotidiano», 1963.

02/07/2017

O Direito moderno e o Direito católico


O Direito moderno baseia-se no Homem. O Direito católico coloca-se na perspectiva do fim supremo e último do Homem.
O Direito moderno coloca-se na perspectiva do Homem, a sua finalidade por si mesmo. O Direito católico começa por tomar conta da dependência absoluta de toda a criatura em relação a Deus, e especialmente da dependência, em relação a Ele, de toda a sociedade e de todos os Estados.
O Direito moderno constitui a união das vontades que funda a sociedade nas vontades de cada um dos associados, independentemente de toda a vontade divina. O Direito católico é o estabelecimento, em virtude do Direito, do Reino de Deus no indivíduo e nas sociedades.
O Direito moderno é a negação prática da verdade católica e de toda a verdade divina. É o estabelecimento oficial, e consagrado pelo "Direito", do laicismo, do ateísmo, e mesmo de todos os outros erros.
Em poucas palavras, o Direito católico é o Direito, é a autoridade e a potência que resultam do Direito colocado ao serviço da verdade católica, que é a única capaz de salvar os indivíduos e os povos. O Direito moderno é a autoridade e o poder colocados ao serviço do Homem para baixar juridicamente – logo, legalmente – as inteligências e as vontades, as sociedades e os Estados, ao nível do Homem deificado, isto é, considerado o princípio e o fim de todas as coisas.

Pe. Philippe C.SS.R. in «Catecismo dos Direitos Divinos na Ordem Social».

27/06/2017

A falácia do espantalho


A chamada "falácia do espantalho" ocorre quando alguém, para atacar uma determinada ideia, cria uma falsa ideia, coloca-a no lugar da original, e depois ataca essa ideia falsa como se ela fosse a original.
Esta falácia descreve o seguinte padrão:

Pessoa I tem posição X.
Pessoa II apresenta a posição X mas corrompida (chamemos-lhe Y).
Pessoa II disserta contra a posição Y rebatendo-a, mas sempre fazendo parecer que rebateu X.

Este tipo de raciocínio é obviamente falacioso, porque atacar uma versão falsificada de uma posição, não constitui um ataque à posição.

25/06/2017

Televisão: veículo de abominação


A título de exemplo, eis a descrição de uma telenovela transmitida na televisão:
Homem comete adultério e tem filho ilegítimo da secretária. O filho cresce e vira transsexual. Transsexual começa namoro com o sobrinho. O sobrinho descobre que a "namorada" o enganou e é afinal um homem e também tio. Sobrinho agride transsexual. Médico preto apaixona-se por transsexual e agride o sobrinho homofóbico. O sobrinho, que também é racista, é julgado e condenado em tribunal. Transsexual namora agora com o médico preto. Homem adúltero casa com a amante secretária. O casamento é celebrado por um sacerdote preto e "dos tempos modernos". Etc.
Com já dizia Mons. Lefebvre: "A televisão é o tabernáculo de Satanás". Quem quiser manter algum equilíbrio moral e mental, deve abolir esse engenho de sua casa, dedicando mais tempo à família, à oração, às boas leituras, à boa música, ao são convívio, aos divertimentos honestos.

24/06/2017

D. Afonso Henriques


Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!

Fernando Pessoa

23/06/2017

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


Antiga inscrição na Catedral de Lübeck, Alemanha:

Chamais-Me Mestre, e não Me obedeceis.
Chamais-Me Luz, e não Me vedes.
Chamais-Me Caminho, e não Me percorreis.
Chamais-Me Vida, e não palpitais com o Meu Coração.
Chamais-Me Sábio, e não Me escutais.
Chamais-Me Adorável, e não Me adorais.
Chamais-Me Providência, e nada Me pedis.
Chamais-Me Eterno, e não Me procurais.
Chamais-Me Misericordioso, e não vos confiais a Mim.
Chamais-Me Senhor, e não Me servis.
Chamais-Me Todo-Poderoso, e não Me receais.
Chamais-Me Justo, e não vos justificais.
Se Eu vos condenar, não Me culpeis, só a vós culpai!

20/06/2017

O negócio dos incêndios


Julgamos que a principal razão que leva a este aumento de fogos, cuja esmagadora maioria vem a público como tendo origem criminosa – embora sempre difusa – tem a ver com "negócios" a que se convencionou chamar "o negócio do fogo", ou "a indústria do fogo". Ou seja, quanto mais dinheiro o governo anunciar que vai injectar no combate aos fogos, mais fogos irá haver...

Sem querermos referir dados concretos iremos dissertar sobre algumas áreas onde o "negócio" do fogo pode ter lugar e noutras onde o "combate" não se está a fazer com a desejada eficácia. O assunto é melindroso, mas tem de ser tratado. Não se pretende lançar acusações ou generalizar, mas é preciso "podar os ramos podres" para não matar a árvore. A pergunta tem que ser posta e é esta: a quem interessará o fogo?

Eis algumas hipóteses sem preocupação de hierarquia:

– Ao "negócio" da compra e venda da madeira; a madeira queimada é mais barata, dá lucros a curto prazo, mas é suicidária a longo prazo;

– Às celuloses, no sentido em que poderão querer promover a substituição do coberto vegetal por outro de crescimento mais rápido e melhor para o negócio do papel;

– À especulação imobiliária, no sentido de favorecer o "negócio" da compra e venda de propriedades;

– Ao "negócio" da caça privada versus caça pública, atente-se às polémicas havidas;

– Ao "negócio" das indústrias relacionadas com o combate a fogos, viaturas, equipamentos diversos, extintores, compostos químicos, etc., alguns dos quais estão relacionados com elementos da própria estrutura de comando de bombeiros (como chegou a vir a público no ano transacto);

– Ao "negócio" dos meios aéreos para combate a incêndios. Este negócio disparou nos últimos anos. Até ao governo do Engenheiro António Guterres a maioria dos meios aéreos envolvidos pertencia à Força Aérea (FA), que tinha gasto nos anos 80, cerca de 200.000 contos [1 milhão de euros] em equipamentos.

Nessa altura, cremos que em 1997, o Secretário de Estado Armando Vara entendeu (vá-se lá saber porquê!), que não competia à FA intervir nos incêndios mas sim que deveriam ser contratadas empresas civis. Compreende-se mal esta atitude a não ser pela sanha existente por parte da maioria dos políticos em menorizar os militares e as Forças Armadas. Certo é, também, que a FA não paga comissões.

No meio disto tudo – o que acresce à complexidade – há um sem número de hipóteses de mão criminosa que passa por vinganças pessoais; as consequências da última lei sobre baldios; queimadas mal feitas ou ilegais; pirómanos (e alguns irão porventura parar aos bombeiros), questões derivadas de heranças e os eternos descuidos e negligências.

Os investigadores têm, como podem os leitores aperceber-se, muito por onde se entreter...

No campo da prevenção e combate tem reinado a confusão, o "complexo de quinta" e a inadequação.

Nesta última encontram-se as leis e o processo de as aplicar e julgar. Falar sobre isto exigiria um tratado. Em síntese as competências entre Ministério Público, Tribunais e Polícias tem provado nas últimas décadas ser de uma grande ineficiência e fonte de problemas; o Código Penal e o Código de Processo Penal favorecem os criminosos, castigam o cidadão honesto e prejudicam o trabalho da polícia e, a montante de tudo isto e envolvendo-o como um espartilho, existe uma contumaz subversão da autoridade.

Ora urge fazer leis que ponham regras à venda de madeira queimada; no plantio de coberto vegetal; à obrigatoriedade da limpeza das matas e abertura de aceiros; à proibição de qualquer tipo de construção em área ardida durante "x" anos; à equidade na distribuição de terrenos destinados à caça e mais um sem número de coisas relacionadas com esta questão. E, claro, é necessário expeditar a constituição e resolução de processos e julgar e penalizar todo o indivíduo ou organização que tenha cometido um ilícito. E de não os soltar logo a seguir.

A estrutura da Protecção Civil que coordena o combate aos incêndios prima sobretudo pela falta de clareza. Isto é, não estão devidamente atribuídas responsabilidades de comando de que resulta uma evidente dificuldade na atribuição de meios e prioridades e no apuramento de responsabilidades. Para melhorar esta área torna-se necessário combater o "complexo de quinta" (muito arreigado!) e arranjar uma estrutura com comando centralizado e execução descentralizada; estabelecimento eventual de níveis diferenciados de decisão e linhas claras de autoridade. O afastamento dos militares de toda esta estrutura foi um erro crasso que após a debacle do ano de 2003, já foi parcialmente corrigido.

Temos a seguir o problema dos bombeiros. Os bombeiros sendo os "soldados da paz" (parece que só se pode criticar os soldados da "guerra"...), pelos serviços prestados e pela maioria ser voluntária goza de natural prestígio em toda a população. E têm estado até há pouco acima de qualquer crítica. Ninguém, nem nenhuma corporação, devem estar acima de qualquer crítica. O Estado tem-se valido do elevado número de corporações voluntárias para poupar nos sapadores, profissionais. Ora as exigências da sociedade actual não se compadecem com este estado de coisas. Acresce que qualquer pessoa pode ser "comandante" de um quartel de bombeiros voluntários e que a instrução e disponibilidade deixam muito a desejar. Basta aliás olhar para o fardamento e atavio para se duvidar da operacionalidade existente. Há pois que impôr alguma ordem neste estado de coisas.

Finalmente os meios aéreos. Somos de opinião que os meios de combate a incêndios devem estar na FA. Só quando estes forem insuficientes se devem alugar outros. Haverá apenas que compatibilizar as exigências e sazonalidade desses meios com as condicionantes operacionais e de dispositivo militar. Mas isso não parece ser obstáculo intransponível. Acordos de cooperação entre países amigos poderão e deverão ser feitos para optimizar os recursos.

Os incêndios são a todos os títulos uma calamidade para Portugal que se repetem numa cadência previsível.

Por isso não se entende o descaso, a incompetência e a falta de vontade política que os sucessivos governos têm demonstrado face a tão gravosa situação. Parece que criámos um sistema político e uma sociedade que convive com todos os problemas e tolera todos os vícios. E não resolve nenhum.

14/06/2017

Padre Pedro da Fonseca


Nasceu em Proença-a-Nova em 1528, e ingressou na Companhia de Jesus em Coimbra, em 1548. Inicia os estudos em 1551, em Évora, onde estuda teologia entre 1552 e 1555. Doutora-se na cidade de Évora em 1570 (acto a que assistiram El-Rei D. Sebastião, o Cardeal D. Henrique e o Príncipe D. Duarte). Nos anos de 1552 e 1553 lecciona filosofia na Universidade de Évora. A partir de 1555, torna-se professor de filosofia no Colégio das Artes de Coimbra; foi entre estas duas cidades que exerceu a sua actividade lectiva.
O seu percurso é marcado pelo exercício de funções administrativas na Companhia de Jesus, obrigações que o levam a deslocar-se a Roma como delegado geral da província portuguesa da ordem entre 1572 e 1582, ano em que regressa a Portugal. De Roma, trouxe uma relíquia do Santo Lenho a qual doou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 1588. Fundou ainda importantes obras enquanto Propósito da Casa de São Roque e como Visitador da Província de Portugal da Companhia de Jesus. A Igreja de São Roque, onde se encontra sepultado, deve-lhe o seu adorno e o seu tesouro. Voltaria a Roma em 1592, mas veio a falecer em Lisboa, em 1599.
O seu legado escrito é marcado pela profusão de obras de carácter filosófico, muito provavelmente produzidas no âmbito do ensino. Das suas obras que passaram à imprensa contam-se a Institutionum dialecticarum libri octo (Lisboa, 1564); Isagoge Philosophica (Lisboa, 1591) e, com várias edições, os Commentarii in libros Metaphysicorum Aristotelis (I, Roma, 1577), (II, Roma, 1589), (III, Colónia, 1604), (IV, Lyon, 1612), (I-IV, Colónia, 1615).

11/06/2017

Alguns feitos da Expansão Portuguesa no Mundo


1340 – Expedição às Canárias.
1415 – Conquista de Ceuta, a chave do Mediterrâneo.
1418 – Descoberta da Ilha de Porto Santo.
1419 – Descoberta da Ilha da Madeira.
1432/53 – Descoberta dos Açores.
1434 – Passagem do Cabo Bojador.
1436 – Descoberta do Rio do Ouro.
1441 – Chegada ao Cabo Branco.
1445 – Descoberta de Cabo Verde.
1459 – Conquista de Alcácer-Ceguer.
1465 – Chegada à Serra Leoa.
1471 – Conquista de Arzila e descoberta da Costa do Ouro. Passagem do Equador. Descoberta do Hemisfério Sul.
1472 – Exploração das terras do noroeste do Atlântico.
1473 – Fundação da praça-forte de São Jorge da Mina.
1479 – Tratado de Alcáçovas.
1484 – Chegada à foz do Rio Congo.
1486 – Passagem do Cabo da Boa Esperança.
1487 – Visita à Abissínia e conquista de Azamor.
1492 – Descoberta da Península do Labrador.
1494 – Tratado de Tordesilhas, no qual Portugal obtém mais 100 milhas para ocidente, assegurando assim a possessão do Brasil.
1498 – Chegada a Calecute e descoberta do caminho marítimo para a Índia.
1500 – Descoberta oficial do Brasil.
1501 – Exploração da costa da América do Norte, da Terra Nova, da Gronelândia e da Ilha da Conceição.
1502 – Descoberta da Ilha de Santa Helena.
1503 – Construção da primeira fortaleza em Cochim.
1505 – Ocupação da costa oriental de África e descoberta da Ilha de Ceilão.
1506 – Desembarque em Madagáscar.
1507 – Conquista de Ormuz, a pérola do Oriente.
1510 – Conquista de Goa.
1511 – Conquista de Malaca e descoberta das ilhas de Samatra, Java, Molucas, arquipélagos de Sonda e Banda.
1514 – Embaixada ao Papa. Chegada à Costa da China.
1518 – Ocupação da Ilha de Ceilão.
1520 – Fernão de Magalhães realiza a primeira viagem à volta do Mundo.
1521 – Visita à Nova Escócia.
1526 – Descoberta da Nova Guiné.
1531 – Profunda penetração no Brasil.
1535 – Cerco de Diu.
1542 – Chegada ao Japão.
1549/51 – Evangelização do Império Nipónico.
1553 – Expedição ao interior do Brasil, até aos rios São Francisco, Verde e Pardo.
1557 – Fundação de Macau, território oferecido a Portugal como recompensa por ter livrado o Mar da China de piratas.
1560 – Visita a Inhambane, Tongue, Quelimane, Sena, Tete, Chacutuy e Zimboé de Monomotapa.
1570 – Mais explorações ao interior do Brasil, até ao Arassuahy.
1578/86 – Explorações em África e descoberta das nascentes do Nilo.
1582 – Visita ao norte do Canadá, passando o Estreito de Bering.
1593 – Percorridas grandes extensões no Brasil: Rio Verde, Andarahy, Rio Doce, Lagoa de Juparanã, Grande Suassahy, Vale Itamarandiba, Rio de Todos-os-Santos, nascentes do Jequiriçá e Paraguaçu; construção de uma fortaleza na cordilheira de Orobó e descoberta de importantes minas de ouro.
1601 – Descoberta da Austrália.
1603 – Chegada a Jericoacoara e derrota dos indígenas na grande batalha de Camorim, atravessando a montanha Ibiapaba e atinge-se Parnaíba.
1605 – Descoberta das Ilhas de Tuamotu, Taiti e Novas Hébridas.
1624 – Visita ao interior do Tibete e descoberta de uma das mais importantes nascentes do Ganges. Percurso minucioso na região do lago Niassa, em África.

Fonte: «O Século – Suplemento comemorativo dos Centenários 1140-1640-1940».

10/06/2017

10 de Junho: Anjo de Portugal


A pedido de el-rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do Anjo Custódio do Reino, cujo culto era já antigo em Portugal.
Oficializada a celebração, Dom Manuel enviou alvarás aos municípios a determinar que as festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem comemoradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar todas as autoridades e instituições das cidades e vilas, além de todo o povo.
Esta celebração teve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII, quando Portugal também teve o seu apogeu, e decaiu no século XIX quando Portugal também decaiu pelo liberalismo, em 1834.
Por determinação das Ordenanças Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, a maior festa religiosa em Portugal, na qual toda a nação portuguesa afirma a sua Fé perante o Santíssimo Sacramento.
De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1916 o Anjo de Portugal apareceu diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria, dando aos Pastorinhos a comunhão com "o preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo" como ele próprio declarou.
O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na arquidiocese de Braga, onde se celebrava a 9 de Julho.
No papado de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.
Da generalizada devoção ao Anjo de Portugal dão testemunho muitas representações, sendo especialmente notáveis as imagens do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da Charola do Convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e a iluminura do Livro de Horas de Dom Manuel.
O Anjo de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens.